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A COCAINA
É uma das drogas ilegais mais consumidas no mundo. A cocaína é um psicotrópico (atua quimicamente sobre o psiquismo, ex.: tranqüilizantes, estimulantes, etc), pois age no Sistema Nervoso Central, isto é, sua atuação é no cérebro e na medula espinhal, exatamente nos órgãos que comandam os pensamentos e ações das pessoas.
Há dois tipos de envenenamento pela cocaína: um caracterizado pelo colapso (diminuição da excitabilidade nervosa) circulatório e, o outro, pela intoxicação do Sistema Nervoso Central - o cérebro, que é o órgão da mente. A respiração primeiro é estimulada e depois decai. A morte se sucede devido ao colapso cardíaco.
As alucinações provocadas pelo consumo de cocaína são terríveis: no início, um pouco de prazer, mas com o decorrer do tempo o usuário pode ouvir zumbidos de insetos, queixando-se de desagradável cheiro de carrapatos; sente que pequenos animais imaginários, como verme e piolho, rastejando embaixo de sua pele, e as coceiras ou inquietações quase o levam a loucura. Nos casos agudos de intoxicação, pode haver perfuração do septo nasal (parede que separa o lado esquerdo do lado direito do nariz), quando a droga é aspirada ou friccionada (esfregada) nas narinas; e queda dos dentes, quando a fricção for nas gengivas.
Efeitos a curto prazo
- Perda de apetite
- Aumento do ritmo cardíaco, da pressão sanguínea e da temperatura corporal
- Vasos sanguíneos contraídos
- Ritmo respiratório acelerado
- Pupilas dilatadas
- Distúrbios do sono
- Náusea
- Hiperestimulação
- Comportamento bizarro, errático e às vezes violento
- Alucinações, hiperexcitabilidade, irritabilidade
- Alucinações táteis que criam a ilusão de insetos rastejando por baixo da pele.
- Euforia intensa
- Ansiedade e paranoia
- Depressão
- Fissura pela droga
- Pânico e psicose
- Doses excessivas (mesmo que seja uma vez) podem conduzir a convulsões, ataques epilépticos e morte súbita
A cocaína causa danos ao coração, rins, cérebro e pulmões.
Efeitos a longo prazo
- Danos permanentes nos vasos sanguíneos do coração e do cérebro
- Pressão alta, levando a ataques cardíacos, derrames cerebrais e à morte
- Danos no fígado, rins e pulmões
- Se for cheirada, ocorre a destruição dos tecidos nasais
- Se for fumada, causa insuficiência respiratória
- Causa doenças infecciosas e abcessos se for injetada
- Má nutrição, perda de peso
- Cáries profundas
- Alucinações auditivas e táteis
- Disfunções sexuais, danos ao sistema reprodutivo e infertilidade (tanto para o homem como para a mulher)
- Desorientação, apatia, exaustão e confusão
- Irritabilidade e transtornos do humor
- Aumento do comportamento de risco
- Delírio ou psicose
- Depressão severa,
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- DE ACORDO COM O JORNAL DO ESTADO
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Trabalhos recentes dão algumas pistas sobre as causas do aumento de mortes por overdose entre os mais jovens
Novo relatório divulgado na última semana revela um aumento impressionante no número de mortes por overdose entre adolescentes e adultos jovens nos EUA nos últimos 15 anos.
O trabalho, realizado pela Fundação Robert Wood Johnson, aponta que essa “epidemia” está longe de ser controlada. Mais de meio milhão de norte-americanos morreram por overdose entre 2000 e 2015, a maioria deles (55%) a partir de 2009. As cidades médias do interior do país são as áreas em que esse aumento foi mais significativo. Os dados foram divulgados pelos jornais USA Today e Daily Mailre.
Por causa do pico entre 2014 e 2015, a overdose passou a ser a principal causa de morte prematura entre adultos jovens. O número de anos potenciais de vida perdidos a cada 100 mil habitantes superou o de mortes pelas demais causas externas (homicídio, acidentes e suicídio). Mas em termos de número total de mortes, entre 15 e 24 anos, os três fatores juntos ainda superam em três vezes as mortes por overdose de drogas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia feito um alerta na reunião da Comissão de Narcóticos da ONU, em Viena, no início de fevereiro, apontando pelo menos 500 mil mortes a cada ano no mundo por causa das drogas, principalmente por overdose. Para a OMS, encarar a questão como problema de saúde pública daria muito mais resultado do que insistir na penalização do usuário. O objetivo deveria ser focado em salvar vidas e reduzir danos sociais e não processar, julgar e prender parte da população. As informações são da agência de notícias EFE.
Outros trabalhos recentes dão algumas pistas sobre as causas do aumento de mortes por overdose entre os mais jovens. A própria OMS divulgou relatório na última semana apontando um aumento de 20% nos casos de depressão em dez anos. A doença é um conhecido fator de risco para o uso de drogas. Além disso, é a principal causa dos 800 mil casos de suicídio (um a cada quatro segundos) que acontecem todos os anos no mundo. Os dados são da agência de notícias AFP. Em parte desses casos de suicídio, a overdose é a forma escolhida para acabar com a vida.
Ao se analisar mais a fundo os dados do estudo da Fundação Robert Wood Johnson, percebe-se que, em 2015, o uso de armas de fogo e o sufocamento foram as principais formas de suicídio entre os jovens de 15 a 24 anos, e a overdose foi responsável por 7% dessas mortes intencionais. Já entre as causas de morte precoce não intencional, a overdose respondeu por 31%, quase um terço delas. O número elevado aponta, possivelmente, um desconhecimento de parte desses jovens sobre os riscos presentes no uso das drogas.
Em verdade, se assistiu nos últimos anos a um verdadeiro “boom” de novas drogas sintéticas, com procedência, potência, interações e efeitos indesejáveis que não são bem conhecidos. Compradas na clandestinidade, sem garantias ou controles sobre seu processo de produção, elas carregam perigos que muitos jovens não estão familiarizados. A associação com o álcool e uma possível potencialização dos efeitos e riscos é um deles.
Além disso, na juventude, a combinação da inexperiência com as drogas e a impulsividade na busca de novas sensações pode fazer com que exageros sejam cometidos com maior frequência. Pressa e impaciência pelos efeitos desejados fazem com que muita gente exagere na dose, enfrentando, assim, mais problemas.
Ainda segundo o relatório, 1 em cada 8 norte-americanos entre os 15 e 24 anos está fora da escola e do trabalho. Esse jovem “desconectado”, com mais tempo ocioso e menos estímulos para estruturar um projeto de vida, ficaria mais vulnerável ao uso de substâncias que podem colocar sua vida em risco.
Pensar em politicas públicas que foquem mais na questão da saúde e comportamento (incluindo um novo modelo de lei), buscar maior inserção do jovem no mercado de trabalho, investir em um projeto de educação nas escolas que trabalhe de forma mais atual a questão das drogas e criar estratégias de redução de danos (com maior segurança para o possível usuário) são algumas dessas possibilidades.
JAIRO BOUER É PSIQUIATRA
- A COCINA É UM MAL QUE TEM LEVADO MUITAS FAMILIAS AO DESESPERO POR ISTO A CLINICA RAIO DE LUZ CONTEM OS MELHORES PROFESSIONAIS E COM O MELHOR TRATAMENTO PARA QUE ESTE MAL NÃO FAÇA MAIS PARTE DE SUA FAMILIA.
- Assista o video do Dr. Sérgio Lopes explicando porque as pessoas se drogam na visão médica e piscológica.
Se o Brasil seguir a tendência de outros países e oficializar a indústria da maconha, nós teremos "uma fábrica de esquizofrênicos". A opinião é do psiquiatra Valentim Gentil Filho, professor titular da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), convidado desta segundafeira (4) do programa Roda Viva, apresentado ao vivo na TV Cultura e reproduzido pelo UOL.
Para o psiquiatra, considerado um dos mais influentes do país, a sociedade tem sido conivente e omissa em relação à droga, e os riscos provocados por ela não têm sido bem divulgados. Gentil Filho contou no programa que, segundo estudos bem fundamentados, a maconha aumenta em 310% o risco de esquizofrenia quando consumida uma vez por semana na adolescência. E trata-se de uma doença incurável: "O esquizofrênico pode ter uma vida praticamente normal, mas sempre há uma sequela".
O psiquiatra sugeriu que, assim como pais permitem que seus filhos consumam álcool em festas, a informação distorcida de que maconha não faz mal fará com que eles deixem os jovens fumarem em casa. E o problema é que, nos adolescentes, que estão em uma fase de "poda" natural do cérebro para a entrada na idade adulta, a droga é especialmente prejudicial.
O professor também fez críticas à chamada luta antimanicomial, que fez o Brasil fechar milhares de leitos psiquiátricos sem proporcionar alternativas. Ele ressaltou que o atual modelo dos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) não tem como substituir o atendimento ambulatorial e as internações psiquiátricas. Para Gentil Filho, não se trata de abandonar os pacientes em manicômios, mas garantir o tratamento em fase aguda. Ele reforçou que, atualmente, só um terço dos pacientes psiquiátricos diagnosticados recebe tratamento.
Para o psiquiatra, tanto a luta antimanicomial quanto a vinda de cubanos (pelo programa Mais Médicos) fazem parte de uma visão mais ampla que a medicina, de uma mentalidade que persiste no Ministério da Saúde e tem raízes políticoideológicas. Na prática, segundo ele, o que acontece é que há um número absurdo de pessoas com transtornos graves nas ruas, rejeitadas por hospitais e por outras instituições. "Há uma desassistência fenomenal e nós temos recursos terapêuticos", lamentou.
Depressão e pânico
O convidado do Roda Viva também falou sobre o aumento no diagnóstico de depressão, que para ele é fruto de diversos fatores, como a ampliação dos conceitos sobre a doença e a descoberta de novas moléculas que se mostram mais eficazes que o placebo. Ao falar de outros transtornos que têm sido mais frequentes, ele também mencionou a síndrome do pânico. Entre as possíveis causas desse aumento, de acordo com o especialista, estão o maior consumo de estimulantes, cafeína e medicamentos com ação no sistema nervoso e atitudes como a privação de sono, capazes de deflagrar crises. Mas ele pondera que o estresse não é algo novo na humanidade, assim como os transtornos mentais. "Eu prefiro viver hoje do que nos tempos bíblicos", ironizou.
O programa apresentado pelo jornalista Augusto Nunes e a bancada de entrevistadores contou com Fernanda Bassette (repórter de saúde do jornal O Estado de São Paulo), Ulisses Capozzoli (editor-chefe da Revista Scientific American Brasil), Paulo Saldiva (professor titular da Faculdade de Medicina da USP, especialista em poluição atmosférica), Aureliano Biancarelli (jornalista da área de saúde) e Luciana Saddi (psicanalista, escritora e blogueira da Folha de São Paulo). O Roda Viva ainda teve a participação do cartunista Paulo Caruso.
